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fotografia, cultura, sociedade e outros baratos.
domingo, 24 de novembro de 2013
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Fotografia em p&b.
Estas imagens compõem um trabalho realizado na Ilha do
Mel - Paraná - Brasil, na década de 90, ainda com câmera SRL.
Fotos, revelação do filme e ampliação: denise galli ![]() | |
| Farol da Iha do Mel |
![]() |
| Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá. |
![]() | |||||||
| Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá. |
Artesania da Imagem: Impressões Fotográficas.
Impressões Fotográficas.
Processos Artesanais em Fotografia.
1.
Introdução
A história da fotografia contém
um número grande de personagens, e seu início se deu em 1839, ocorrendo quase
que simultaneamente na França, Inglaterra e Brasil. O processo foi descoberto pôr Louis Jacques Mandé
Daguerre, embora este tenha sido popular até meados de 1850, tendo pouca
influência na fotografia do século XX. Foi o inglês, William Henri Fox Talbot, o inventor do processo negativo/positivo
que se utiliza até os dias de hoje, sendo portanto o inventor do processo
fotográfico.
Paralelamente aos acontecimentos da
Europa, o francês radicado no Brasil, Hercules Florence, desenvolveu seus
trabalhos a cerca do processo fotográfico, havendo registros históricos de sua
contribuição para o desenvolvimento da fotografia, tendo portanto dados que
possam considerá-lo como co-descobridor do processo fotográfico.
Em quase dois séculos de existência a
fotografia evolui juntamente com a evolução tecnológica e de acordo com as
características e correntes de cada época.
A maioria dos processos fotográficos de
valor histórico é hoje desconhecido até pôr muitos profissionais da área, sendo
que estes acreditam que este tipo de fotografia esteja ultrapassado pôr não
permitir trabalhar com velocidade exigida nos dias de hoje.
No entanto, alguns têm utilizado estes
processos no desenvolvimento de novas linguagens visuais, devido a
possibilidade de manipulação que se perdeu com a fotografia industrializada.
Seu valor como meio de criação artística é incontestável.
2.
Resumo
Cronológico
Desde que a fotografia foi inventada
centenas de processos que utilizam a luz para registrar imagens foram
descritos, sendo alguns destes apenas variações de outros processos. A intenção
deste texto é fornecer uma breve descrição dos principais processos
fotográficos do século XIX.
· 1834 – Photogenic
Drawing – antecede a
descoberta oficial da fotografia e as imagens não eram fixadas, apenas
estabilizadas para não desaparecerem rapidamente quando expostas à luz.
Basicamente, eram feitos com papel embebido em solução de sal de cozinha que
era sensibilizado com nitrato de prata e exposto a luz para seu escurecimento.
Eram simples fotogramas de objetos, plantas, etc.... pois a idéia de negativo
não havia sido desenvolvida. Seu inventor, Fox
Talbot só comunicou seu invento após a comunicação oficial de Daguerre.
· 1839 –
Daguerreótipo – este processo fotográfico que leva
o nome de seu inventor, Louis J. M.
Daguerré era obtido recobrindo –se uma placa de cobre com uma fina camada
de prata, que era submetida ao vapor de iodo para sua sensibilização. As placas
eram colocadas na câmera fotográfica e expostas à luz pôr até alguns minutos.
Depois, eram reveladas em vapor de mercúrio e fixados em solução de tiossulfato
de sódio. Seu maior problema era o de não poder ser reproduzido. Além disto,
sua visualização é difícil, dependendo do ângulo de incidência da luz.
·
1840 – Papel
Salgado – este tipo de fotografia atribuído a Fox Talbot é um desenvolvimento do pothogenic drawing, o qual é fixado pelos sais de tiossulfato de
sódio, tornando o processo resistente à luz.
· 1841 – Calótipo –
é o primeiro negativo. Feito em papel era
necessário encerá-lo para aumentar sua transparência e assim produzir uma cópia
em positivo (geralmente feita com o papel salgado). Também é uma invenção de Fox talbot , sendo o processo que deu
origem ao sistema negativo/positivo utilizado até os dias de hoje.
·
1846 – Placa
úmida de colóide – é um negativo feito com
colóide (nitrato de celulose) aplicado sobre uma placa de vidro; sensibilizado e exposto à luz ainda úmido. Além de
ser mais fácil de copiar, devido à sua natural transparência, era mais sensível,
reduzindo o tempo de exposição.
· 1850 – Papel de
albúmen – é uma fotografia na qual a clara do ovo é
usada para reter os sais sensíveis à luz na superfície do papel. Foi o processo
mais popular do século XIX, e só foi abandonado com o aparecimento dos papéis
cobertos com gelatina. Sua descoberta é atribuída ao francês Louis D. Blanquart-Evrand.
·
Papéis que não
usam a prata como material sensível a luz:
A busca pôr fotografias que não usassem
compostos de prata aconteceu ao longo da história porque observou-se logo nos
primeiros anos que havia uma tendência de desaparecimento da imagem (fading). Este efeito se dá devido a uma
instabilidade da prata metálica que tende a oxidar-se ao reagir com gases
atmosféricos ou substâncias presentes no papel.
· 1840 - Cianótipo
– descoberto por Jonh Herschel, é um tipo de fotografia que usa moléculas de ferro
sensíveis à luz. O composto formado na sua superfície é o ferricianeto férrico
ou azul da prússia, pois confere a cor azul a esse tipo de fotografia.
· 1850 - Goma dicromatada
– baseada nas descobertas de Alphonse Poitevin, é feita com uma mistura de goma arábica,
pigmento de aquarela e dicromato de potássio que são aplicados ao papel. O
dicromato quando exposto à luz tem a capacidade de endurecer a goma arábica,
fixando o pigmento ( que pode ser de qualquer cor). A parte que não recebeu luz
é lavada após a exposição e deixa aparente somente o papel.
· 1873 –
Platinotipia – patenteada por William Willis é o processo fotográfico mais estável conhecido,
sendo utilizado até a atualidade.
3.
Prática
Informações importantes.
Antes de iniciar qualquer dos processos
fotográficos é necessário conhecer os cuidados que se deve ter para manipular
os químicos de forma a evitar acidentes. Para isto, deve-se preparar
adequadamente a área de trabalho, utilizando sempre o material apropriado para
cada etapa. Na dúvida, pergunte ao professor antes de realizar cada operação.
Muitos produtos químicos são tóxicos e
devem ser cuidadosamente pesados, evitando derrubá-los sobre as superfícies trabalhadas.
Caso isto aconteça devem ser limpos de acordo com a instrução do coordenador do
trabalho. Cuidado ao diluir as soluções. Evite contato com a pele e mucosas.
Trabalhe com avental e luvas. Em caso de acidente deve-se lavar a região
imediatamente. Trabalhe sempre em área ventilada.
Pincéis utilizados, devem ser marcados no
cabo para qual solução estão disponíveis. As trocas destes provocará
contaminação e a perda de toda a emulsão preparada.
Papéis emulsionados devem ter uma pequena
marca a lápis indicando o lado que recebeu a emulsão. Estes devem ser mantidos
sob a segurança ou no escuro até a exposição a luz.
·
Escolha do papel.
A qualidade de sua fotografia e sua
durabilidade vão depender do tipo de papel escolhido.
Os papéis utilizados na maior parte do
tempo são feitos de celulose. A digestão de suas fibras não é completa, fazendo
que estes produzam ácidos voláteis que com o tempo vão atacar a imagem
fotográfica. Por isso, os papéis de melhor qualidade são aqueles feitos de
fibras finas como o linho e o algodão. Como estes papéis são caros, usa-se em
muitos casos papéis de fibras de madeira que foram tratados com substâncias
alcalinizantes, os chamados livres de ácidos (acid-free). Em alguns casos estes papéis alcalinos reagem com a
emulsão e não dão bons resultados. A melhor maneira de saber se um papel é
adequado é fazendo testes.
Outro problema relacionado com papéis
para fotografia é o tamanho de suas fibras. Papéis de fibras curtas em geral desmancham ou enrugam quando
colocados em água. Em alguns casos é preciso fazer um reforço na cola do papel,
que pode ser amido ou gelatina. Para se saber se um papel é resistente ao
processo fotográfico faz-se uma pré lavagem em banheira fotográfica com água a
40°C pôr 20 minutos. Se após a secagem o papel estiver intacto poderá
ser utilizado.
·
Cianótipo
·
Materiais necessários
Papel fabriano (tipo Tiziano)
Solução A, composta de citrato
de ferro amoniacal (verde) 20%
H20 destilada
100 ml
Solução B, composta de
ferricianeto de potássio [k3Fe(CN)6 8%
H20 destilada
100 ml
Solução C, composta de (intensificador de cor)
H202 (água oxigenada)
10 vol.
H20 destilada
1:10 diluição
Balança de pesagem
Becker pequeno
Pincel n° 20
Imagem negativo – Kodalite/xerox
à laser invertido/negativo pinhole
Secador
Frascos escuros
Recipientes diversos/escuros
Papel toalha
Banheira
Lápis
Régua
Fonte U.V. ou Sol
Printing frame
·
Método
A cianotipia foi
um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel.
Foi descoberta
pôr John Herschell em 1840, e, segundo autores, foi ele, o
descobridor do hipossulfito como agente fixador.
A cianotipia tem
este nome porque as imagens produzidas apresentam-se em azul. Isto acontece
pelo fato de se usar sais de ferro e não de prata em seu processo. Também é
conhecida como ferroprussiato.
A emulsão é
muito lenta, sendo impraticável ampliar negativos sobre papel ao
ferroprussiato. Assim, a cópia é obtida pôr contato, numa prensa especialmente
construída (printing frame), embaixo
de uma rica luz em UV, podendo ser a própria luz do sol, sendo nesse caso, que
a impressão pode demorar de 15 a
45 minutos, dependendo da densidade do negativo, mas se trata de um processo
que proporciona imagens mais permanentes,( o cianótipo é muito mais inalterável
com o passar do tempo que as fotos modernas) além de usar produtos mais baratos
que em qualquer outra técnica
fotográfica.
As emulsões ,
para maior durabilidade, devem ser preparadas em duas partes, que se juntam
somente no momento de uso e devem ser armazenadas em recipientes opacos. Mas
vez misturados as emulsões, estas perdem a sensibilidade rapidamente.
Dependendo do
tipo de papel (opcional), pode-se tratá-lo antes de receber a emulsão sensibilizadora, com uma camada de gelatina (ver goma dicromatada)
e posto para secar, para que a solução sensível não seja absorvido a fundo
pelas fibras do papel, o que ocasionaria resultados inferiores.
Misturar as
soluções A e B em igual proporção no momento do uso. ( 40ml são suficientes
para aproximadamente 20 negativos de 10X12,5 cm). Aplicar com pincel macio e
chato, com movimentos suaves vertical e horizontalmente, sem deixar
encharcar o papel. Deixar alguns
minutos para a emulsão penetrar no papel e secar com o secador.
A escolha do
negativo é muito importante para o produto final, sendo este de densidade mais
suaves, preferencialmente.
Montar no printing frame a imagem pôr contato, e
submetê-la a fonte de luz, até que as imagens se tornem azul acinzentada.
Lavar pôr 10
minutos em água corrente. Para que a imagem atinja mais rapidamente o tom
final, fazer um banho de intensificação da cor ,composto C, contendo água
oxigenada (10 vol.) diluída 1:10 em água. Lavar novamente e secar.
·
Goma Dicromatada
·
Materiais necessários
Papel fabriano (tipo Tiziano)
Printing frame
Pincel n° 20
Balança de pesagem
Imagem negativo –
Kodalite/xerox à laser invertido/
negativo pinhole
Secador
Recipientes diversos/escuros
Papel toalha
Frascos escuros
Banheira
Lápis
Régua
Fonte U.V. ou Sol
Pré tratamento do papel
Solução contendo, gelatina incolor (pó ou folha)
30g
H20 destilada
(40°C)
1litro
gotas de formoldeído
5%
Solução A, composta de
dicromato de amônia 35,7g
H20 destilada
65 ml
Solução B, composta de goma
arábica em pó
70g
H20 destilada
200ml
pigmento
gotas de formaldeído
Solução C, composta de bissulfato de
sódio
30g
H20 destilada
1litro
·
Método
Este processo se baseia na propriedade que algumas gomas naturais ou
sintéticas possuem de endurecer-se por ação da luz, na presença do dicromato de
amônio ou potássio. O processo foi descoberto em 1855 por Alphonse-Louis Poitevin (1819 - 1892) e foi aplicado em 1856 por John Pouncy (1820 - 1894) que obteve as
primeiras imagens utilizando esse processo. Contudo, essa processo não
proporciona a nitidez e a escala tonal dos processos precedentes, mas permite
uma grande riqueza de textura e uma variedade cromática imensa. A emulsão da
goma arábica se mistura com um pigmento colorido (aquarela, guachê, anelina ,etc).
Após a exposição à luz, as partes em que a goma endureceu,
proporcionada pela luz recebida, retém o pigmento, e, nas áreas não afetadas
pela luz, a goma continuará solúvel, e, o pigmento, será eliminado com a
lavagem em água corrente.
Antes de iniciar o trabalho, é necessário um pré encolhimento das
fibras do papel, (principalmente se for artesanal) para que o trabalho não seja
prejudicado. Para tanto, o papel deve ser imerso em água pôr alguns minutos e
secados.
Neste processo, é importante trabalhar com papel de boa qualidade (acid-free), resistente à água, corretamente impermeabilizado com
gelatina e tratado com formaldeído ( pré-tratamento do papel).
Após a impermeabilização, (duas imersões)o papel poderá receber as
emulsões.
A diluição da goma arábica deve ser feita em água com temperatura em
volta de 40°C.
Para sua conservação,
deve-se acrescentar algumas gotas de formaldeído, que evita a fermentação de
substâncias orgânicas.
As soluções A e B devem ser misturadas em volumes iguais, em
segurança, na luz do laboratório, sendo que antes deve-se acrescentar o
pigmento a solução B. A quantidade desse pigmento é opcional, dependendo da intensidade
cromática que se deseja obter (p. e. 5g de pigmento/30 cc de solução B).
A mistura sensível à luz deve ser aplicado sobre o papel, previamente tratado, usando para
isto, um pincel plano e chato, de pêlos macios, preferencialmente, efetuando a
aplicação da emulsão com
uniformidade e rapidez, em sentido horizontal e vertical, Nesta etapa, cuidado
para não encharcar o pincel, para não formar poças no papel, o que pode,
comprometer o produto final.
Secar e montar o printing-frame
colocando o papel com a imagem desejada.
Deixar em exposição à
luz pôr aproximadamente 10 minutos ( pode-se fazer teste para encontrar o tempo
ideal). Após exposição à luz, colocar o papel com o lado sensibilizado para
baixo, em um recipiente contendo água corrente, em temperatura ambiente, até
que o pigmento que não foi incorporado seja retirado.
A imagem obtida é muito delicada, portanto, cuidado com movimentos
bruscos durante a lavagem. Deixe que
a solução de goma e pigmentos não fixados pela luz se desprenda naturalmente.
Esta “revelação” em água deve durar aproximadamente de 20 a 30
minutos, ficando a cargo do operador a determinação do tempo, dependendo de
suas necessidades e efeitos desejados.
Terminado a lavagem, deve-se colocar a imagem já revelada em água
fria, durante aproximadamente 5 minutos, para o endurecimento da emulsão.
Muitas vezes, o fundo branco do papel fica ligeiramente amarelado,
devido ao dicromato , sendo que este efeito pode ser suavizado, imergindo
novamente o papel em uma solução de bissulfato de sódio, durante 5 minutos.
Lavar pôr aproximadamente 5 minutos.
Após a secagem do papel, temos a imagem perfeitamente fixada; se
desejado pode-se emulsionar novamente, usando outras colorações de pigmentos,
possibilitando desse modo, bicromias, tricomias.
A mulher na fotografia.
Dorothea Lange (Hoboken, 26 de maio de 1895 — 11 de outubro de 1965) foi uma fotógrafa estadunidense.
Nos anos 1930, ao serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentam o impacto da Grande Depressão na vida dos camponeses.
Lange é a autora da fotografia "Mãe Emigrante", de 1936. Trata-se da mais famosa fotografia saída da FSA e uma das mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações.
Fonte: Wikipédia.
Frases de fotógrafos.... minha inspiração.
"Fotografar é colocar sobre a mesma linha de mira, o olho, a cabeça e o coração."
Henry Cartier-Bresson
"Jamais deixará de existir quem leve
apenas a técnica em consideração e pergunte "como", enquanto outros,
de temperamento mais inquiridor, desejarão saber "porquê".
Eu, pessoalmente, sempre prefiri a inspiração à
informação."
Man ray
"Enquanto houver luz, o fotógrafo tem
condições de trabalhar, pois seu ofício - sua aventura - é uma redescoberta do
mundo em termos de luz."
Edward Weston
Edward Weston
Artesania da Imagem - Pinhole.
Da
impressão fotográfica do século XIX à fotografia digital.
Processos artesanais em fotografia.
Pinhole
– A câmera do buraco da agulha.
Artesania
da Imagem.
·
Materiais necessários
Lata de alumínio/diversos tamanhos
Papel alumínio
Color 7 ou Paraná
Fita crepe
Cola branca
Martelo
Prego
Tesoura
Agulha
Bandejas
Frascos escuros
Pinças
Lápis
Régua
Borracha
Luz de segurança
Papel fotográfico – Kodak – N3
Químicos – Dektol, Interruptor, Fixador
Printing frame
·
Método
Pinhole é um processo alternativo
de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais e
sofisticados.
O termo em inglês Pinhole
ou Pin-Hole, significa “buraco da
agulha”.
Sua câmera artesanal pode ser construída facilmente, utilizando-se
materiais simples e com poucos elementos.
A pinhole é um
compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmera escura com
um pequeno orifício (diafragma), no qual a luz penetra. Essa luz entra no
momento em que se abre o obturador (cortina) e sensibiliza o papel sensível no
interior da câmera, num tempo determinado pelo fotógrafo.
·
Construção da câmera Pinhole
O material utilizado para a construção da câmera pinhole é bastante simples, e pode ser
desde uma caixa de sapatos, latinhas de leite em pó, até caixas de madeira um
pouco mais elaboradas.
O primeiro passo para
sua construção é fazer um furo na caixa/lata, utilizando para isso, um
prego/martelo. Após deve-se rebater a rebarba deixada no interior da caixa/lata
com o auxílio de um martelo pequeno.
Em seguida deve-se
transformar a caixa/lata em uma câmera escura. Para isso, é importante escolher
um material que vede bem o seu interior, impedindo desse modo, a entrada da
luz. Com papel cartão preto, reveste-se todo o interior da caixa/lata,
inclusive sua tampa, tomando o cuidado de não deixar nenhuma área descoberta.
Portanto, deve-se tomar o cuidado de não tampar o furo com o papel cartão. Para isso, deve-se
fazer um recorte no papel cartão
suficiente para deixar o furo livre.
Em seguida, recorte um pedaço pequeno de papel alumínio, que seja
suficiente para cobrir o furo feito na caixa/lata no lado de fora e com fita
crepe, fixe o alumínio deixando–o bem alinhado e liso. Passe o dedo suavemente
sobre a superfície do alumínio, de modo a deixar a marca do buraco e aí pegue a
agulha e faça um pequeno furo. Esta fase é muito importante, pois estamos
construindo o orifício que permitirá a entrada da luz no interior da câmera, e,
conseqüentemente a formação da imagem fotográfica.
É importante lembrar que o tamanho do orifício deve ser o menor
possível, pois é o seu tamanho que
irá determinar e definir o foco e a nitidez na imagem gerada pela
câmera. Se o orifício for muito grande/ em relação ao tamanho da câmera,
obteremos uma imagem desfocada. Assim, quanto menor a câmera, menor deverá ser
o orifício que permitirá a entrada de luz.
Se o orifício permite a entrada de luz no interior da câmera, é
necessário uma barreira para impedir e controlar a entrada da luz. Assim,
devemos construir o obturador ( cortina) que é feito recortando um pedaço de
papel cartão preto e colocado na frente do orifício, fixando-os lateralmente
com fita crepe, e impedindo, desse modo, a entrada da luz. É interessante
acrescentar a essa “cortina”, um desenho a seu critério, que identifique o
local onde está situado o orifício, visto que esse tipo de câmera não possui
visor, facilitando dessa forma, a escolha correta do melhor ângulo para se
fazer a fotografia.
Há vários formatos e tamanhos de pinhole,
ficando o resultado final, sujeito a essas variações.
·
Manipulação e Fotografia Pinhole
É bom lembrar que o
papel fotográfico utilizado como negativo é sensível a luz, portanto requer
cuidados na hora do manuseio, devendo o carregamento da câmera ser feito em
local seguro a luz, para que não aja a velatura do papel/negativo. Em princípio, podemos utilizar qualquer tipo
de papel ou de filme, na obtenção da imagem com câmera pinhole,
mas normalmente e para termos total controle do processo, usamos na
produção do negativo, o papel fotográfico para P&B ou filmes ortocromáticos
de artes gráficas (fotolito) com baixa sensibilidade, semelhante ao papel. A
vantagem de se usar este material é a de termos a possibilidade de manuseá-lo
com segurança, podendo ver o que estamos fazendo sob a luz vermelha (luz de
segurança), que não danifica o material fotográfico.
Portanto, para carregarmos a pinhole
com o papel/filme, basta fixá-lo na parede interna da câmera, centralizando-o
frente ao orifício e tampar a câmera.
Para se fotografar com a pinhole,
é normalmente necessário uma
exposição prolongada. No momento da tomada da foto, a câmera deve estar apoiada
sob uma base fixa, evitando, desse modo, que as imagens apareçam tremidas.
Para encontrar o tempo de exposição correto, é necessário praticar
várias vezes, alternando a exposição para mais ou para menos, tomando o cuidado
de anotar os tempos/condições de luz, para se chegar a um resultado
satisfatório.
Dicas: Quanto maior a câmera, ou melhor, quanto maior a distância do
orifício do papel/negativo, maior deve ser o tempo de exposição. Este tempo
também está relacionado à quantidade de luz da cena que queremos fotografar.
A composição de uma fotografia e seu enquadramento também depende de
experiências previamente realizadas, pois a pinhole
não possui visor.
·
Revelação e cópia da fotografia Pinhole
Para se fazer a revelação e cópia das fotos da câmera pinhole o processo é o mesmo da
fotografia convencional, sendo possível a improvisação de um laboratório;
usando para isso um espaço alternativo, adaptado as condições de trabalho.
Assim, o banheiro é um ótimo local, visto que ali temos água e espaço (pequeno)
para o trabalho.
Para tanto, devemos vedar qualquer entrada de luz, e trabalhar
somente com a luz de segurança (vermelha).
O equipamento utilizado nesta fase será:
Banheiras (03)
Recipientes para guardar os químicos
Pinças (03)
Químicos: dektol, interruptor e fixador
Papel fotográfico N3 – Kodak
Printing Frame
Uma vez exposto o papel/negativo a imagem existente é latente e
ainda não é visível, sendo necessário o processo de revelação para tornar a
imagem aparente.
O revelador é o químico que irá fazer com que as imagem apareça
– de 1 a 2 minutos de revelação
(descartada).
Após, o papel é colocado no interruptor, que irá interromper o
processo de revelação – 30 segundos ( descartado).
O fixador elimina o resto da prata que não foi exposta à luz, fixando a imagem permanentemente
no papel ou filme – 5 a 10 minutos (reaproveitado).
Finalmente, a foto deve ser lavada em água corrente por aproximadamente 10 minutos e a seguir
deve ser deixada para secar.
As cópias em positivo são conseguidas por contato, isto é, colocando
face a face a imagem em negativo com o papel fotográfico virgem e sobre ele uma
lâmina de vidro (printing frame).
Depois o “sanduíche” é exposto à luz por alguns segundos. Para conseguirmos uma
boa cópia em positivo, é necessário fazer um teste para encontrar o tempo
adequado para a exposição. Este teste é na verdade uma escala de tempos
dobrados de exposições.
Para se conseguir esta escala, basta expormos (por exemplo) a
cada 2 segundos uma faixa deste
“sanduíche”; assim encontraremos uma faixa de exposição ideal. O processo de
cópias pode ser feito usando uma fonte de luz do ampliador ou, no caso
alternativo, uma lâmpada de 60W acesa sobre o “sanduíche” a uma distância
mínima de um metro e meio.
Após a exposição, procedemos a revelação do positivo, do mesmo modo
que fizemos com o negativo.
A técnica da fotografia
pinhole é de certo modo
empírica, e depende de experiências, tentativas, observações e anotações para
sua correção.
Assim, para fazermos boas fotos devemos ter vontade e muita prática.
·
Preparação dos Químicos ( negativo/positivo)
Revelador Dektol
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 38°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e
coloque o químico dektol aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 20
minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 32° - 38°C. Após a diluição de todo químico,
completar com água até atingir 1 litro. Armazenar em frasco escuro e de
preferência sanfonado. Usar a 20°C.
Fixador
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 27°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e
coloque o químico fixador aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 5
minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 27°C. Após a diluição de todo químico, completar com água até atingir 1
litro. Armazenar em frasco escuro e de preferência sanfonado. Usar a 20°C.
·
Construindo
o visor Pinhole
·
Materiais necessários
Color 7 ou Paraná
Lápis
Régua
Estilete
Cola
Papel vegetal
·
Método
A construção do visor pinhole é
bastante útil , pois permite encontrar o foco ideal e alterar a imagem
projetada em seu enquadramento, como uma tele objetiva zoom.
O visor não é feito para se fotografar; sua finalidade é a de
possibilitar uma visão da imagem produzida dentro da câmera fotográfica. É um
visor inteligente, que pode ser usado para a observação de um eclipse solar; em
brincadeiras que desenvolvem a coordenação e a percepção visual.
1.
Conforme ilustração, pegue o
papel cartão e risque as medidas necessárias para sua confecção, cortando e
dobrando em forma de uma caixa. Neste formato faremos duas caixas, sendo que
uma seja ligeiramente menor que a outro, pois elas trabalharão por encaixe,
como uma gaveta. Esta por sua vez seguirá o mesmo esquema de construção da
outra, tendo apenas como diferença a tampa de fundo que deve ser feita com
papel vegetal e ser um pouco mais comprida. Procure manter uma diferença mais
ou menos precisa entre as duas caixas, possibilitando um encaixe sem folgas.
2.
Depois de prontas as caixas,
pegamos a primeira, que é a externa e nela faremos o furinho (semelhante a pinhole) no centro da tampa. Faça um pequeno furo centralizado na
tampa de fundo da primeira caixa.
3.
A seguir, encaixamos a menor (
com tampa de fundo de papel vegetal) dentro da maior, como uma gaveta.
4.
O movimento de vai e vem do
sistema de encaixe ( que tem a função de zoom,
afastando e aproximando a imagem). Não devemos deixar folgas entre as caixas
para evitar a entrada de luz, e comprometer, dessa forma o obtenção da imagem
em seu interior.
5.
Para usá-la basta um lugar com
uma cena bem iluminada pela luz solar. Pelo visor deveremos enxergar a imagem
invertida projetada sob o papel vegetal. A imagem às vezes demora um pouco até
que possamos vê-la com clareza, pois o olho precisa de um tempo para se
acostumar na escuridão. Aos poucos a imagem vai chegando e já podemos vê-la.
Movimentando a parte externa do visor iremos perceber a aproximação ou o distanciamento
da cena como numa câmera com objetiva zoom.
Texto elaborado por: denise galli.
Foto: Google.
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