Da
impressão fotográfica do século XIX à fotografia digital.
Processos artesanais em fotografia.
Pinhole
– A câmera do buraco da agulha.
Artesania
da Imagem.
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Materiais necessários
Lata de alumínio/diversos tamanhos
Papel alumínio
Color 7 ou Paraná
Fita crepe
Cola branca
Martelo
Prego
Tesoura
Agulha
Bandejas
Frascos escuros
Pinças
Lápis
Régua
Borracha
Luz de segurança
Papel fotográfico – Kodak – N3
Químicos – Dektol, Interruptor, Fixador
Printing frame
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Método
Pinhole é um processo alternativo
de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais e
sofisticados.
O termo em inglês Pinhole
ou Pin-Hole, significa “buraco da
agulha”.
Sua câmera artesanal pode ser construída facilmente, utilizando-se
materiais simples e com poucos elementos.
A pinhole é um
compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmera escura com
um pequeno orifício (diafragma), no qual a luz penetra. Essa luz entra no
momento em que se abre o obturador (cortina) e sensibiliza o papel sensível no
interior da câmera, num tempo determinado pelo fotógrafo.
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Construção da câmera Pinhole
O material utilizado para a construção da câmera pinhole é bastante simples, e pode ser
desde uma caixa de sapatos, latinhas de leite em pó, até caixas de madeira um
pouco mais elaboradas.
O primeiro passo para
sua construção é fazer um furo na caixa/lata, utilizando para isso, um
prego/martelo. Após deve-se rebater a rebarba deixada no interior da caixa/lata
com o auxílio de um martelo pequeno.
Em seguida deve-se
transformar a caixa/lata em uma câmera escura. Para isso, é importante escolher
um material que vede bem o seu interior, impedindo desse modo, a entrada da
luz. Com papel cartão preto, reveste-se todo o interior da caixa/lata,
inclusive sua tampa, tomando o cuidado de não deixar nenhuma área descoberta.
Portanto, deve-se tomar o cuidado de não tampar o furo com o papel cartão. Para isso, deve-se
fazer um recorte no papel cartão
suficiente para deixar o furo livre.
Em seguida, recorte um pedaço pequeno de papel alumínio, que seja
suficiente para cobrir o furo feito na caixa/lata no lado de fora e com fita
crepe, fixe o alumínio deixando–o bem alinhado e liso. Passe o dedo suavemente
sobre a superfície do alumínio, de modo a deixar a marca do buraco e aí pegue a
agulha e faça um pequeno furo. Esta fase é muito importante, pois estamos
construindo o orifício que permitirá a entrada da luz no interior da câmera, e,
conseqüentemente a formação da imagem fotográfica.
É importante lembrar que o tamanho do orifício deve ser o menor
possível, pois é o seu tamanho que
irá determinar e definir o foco e a nitidez na imagem gerada pela
câmera. Se o orifício for muito grande/ em relação ao tamanho da câmera,
obteremos uma imagem desfocada. Assim, quanto menor a câmera, menor deverá ser
o orifício que permitirá a entrada de luz.
Se o orifício permite a entrada de luz no interior da câmera, é
necessário uma barreira para impedir e controlar a entrada da luz. Assim,
devemos construir o obturador ( cortina) que é feito recortando um pedaço de
papel cartão preto e colocado na frente do orifício, fixando-os lateralmente
com fita crepe, e impedindo, desse modo, a entrada da luz. É interessante
acrescentar a essa “cortina”, um desenho a seu critério, que identifique o
local onde está situado o orifício, visto que esse tipo de câmera não possui
visor, facilitando dessa forma, a escolha correta do melhor ângulo para se
fazer a fotografia.
Há vários formatos e tamanhos de pinhole,
ficando o resultado final, sujeito a essas variações.
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Manipulação e Fotografia Pinhole
É bom lembrar que o
papel fotográfico utilizado como negativo é sensível a luz, portanto requer
cuidados na hora do manuseio, devendo o carregamento da câmera ser feito em
local seguro a luz, para que não aja a velatura do papel/negativo. Em princípio, podemos utilizar qualquer tipo
de papel ou de filme, na obtenção da imagem com câmera pinhole,
mas normalmente e para termos total controle do processo, usamos na
produção do negativo, o papel fotográfico para P&B ou filmes ortocromáticos
de artes gráficas (fotolito) com baixa sensibilidade, semelhante ao papel. A
vantagem de se usar este material é a de termos a possibilidade de manuseá-lo
com segurança, podendo ver o que estamos fazendo sob a luz vermelha (luz de
segurança), que não danifica o material fotográfico.
Portanto, para carregarmos a pinhole
com o papel/filme, basta fixá-lo na parede interna da câmera, centralizando-o
frente ao orifício e tampar a câmera.
Para se fotografar com a pinhole,
é normalmente necessário uma
exposição prolongada. No momento da tomada da foto, a câmera deve estar apoiada
sob uma base fixa, evitando, desse modo, que as imagens apareçam tremidas.
Para encontrar o tempo de exposição correto, é necessário praticar
várias vezes, alternando a exposição para mais ou para menos, tomando o cuidado
de anotar os tempos/condições de luz, para se chegar a um resultado
satisfatório.
Dicas: Quanto maior a câmera, ou melhor, quanto maior a distância do
orifício do papel/negativo, maior deve ser o tempo de exposição. Este tempo
também está relacionado à quantidade de luz da cena que queremos fotografar.
A composição de uma fotografia e seu enquadramento também depende de
experiências previamente realizadas, pois a pinhole
não possui visor.
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Revelação e cópia da fotografia Pinhole
Para se fazer a revelação e cópia das fotos da câmera pinhole o processo é o mesmo da
fotografia convencional, sendo possível a improvisação de um laboratório;
usando para isso um espaço alternativo, adaptado as condições de trabalho.
Assim, o banheiro é um ótimo local, visto que ali temos água e espaço (pequeno)
para o trabalho.
Para tanto, devemos vedar qualquer entrada de luz, e trabalhar
somente com a luz de segurança (vermelha).
O equipamento utilizado nesta fase será:
Banheiras (03)
Recipientes para guardar os químicos
Pinças (03)
Químicos: dektol, interruptor e fixador
Papel fotográfico N3 – Kodak
Printing Frame
Uma vez exposto o papel/negativo a imagem existente é latente e
ainda não é visível, sendo necessário o processo de revelação para tornar a
imagem aparente.
O revelador é o químico que irá fazer com que as imagem apareça
– de 1 a 2 minutos de revelação
(descartada).
Após, o papel é colocado no interruptor, que irá interromper o
processo de revelação – 30 segundos ( descartado).
O fixador elimina o resto da prata que não foi exposta à luz, fixando a imagem permanentemente
no papel ou filme – 5 a 10 minutos (reaproveitado).
Finalmente, a foto deve ser lavada em água corrente por aproximadamente 10 minutos e a seguir
deve ser deixada para secar.
As cópias em positivo são conseguidas por contato, isto é, colocando
face a face a imagem em negativo com o papel fotográfico virgem e sobre ele uma
lâmina de vidro (printing frame).
Depois o “sanduíche” é exposto à luz por alguns segundos. Para conseguirmos uma
boa cópia em positivo, é necessário fazer um teste para encontrar o tempo
adequado para a exposição. Este teste é na verdade uma escala de tempos
dobrados de exposições.
Para se conseguir esta escala, basta expormos (por exemplo) a
cada 2 segundos uma faixa deste
“sanduíche”; assim encontraremos uma faixa de exposição ideal. O processo de
cópias pode ser feito usando uma fonte de luz do ampliador ou, no caso
alternativo, uma lâmpada de 60W acesa sobre o “sanduíche” a uma distância
mínima de um metro e meio.
Após a exposição, procedemos a revelação do positivo, do mesmo modo
que fizemos com o negativo.
A técnica da fotografia
pinhole é de certo modo
empírica, e depende de experiências, tentativas, observações e anotações para
sua correção.
Assim, para fazermos boas fotos devemos ter vontade e muita prática.
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Preparação dos Químicos ( negativo/positivo)
Revelador Dektol
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 38°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e
coloque o químico dektol aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 20
minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 32° - 38°C. Após a diluição de todo químico,
completar com água até atingir 1 litro. Armazenar em frasco escuro e de
preferência sanfonado. Usar a 20°C.
Fixador
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 27°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e
coloque o químico fixador aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 5
minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 27°C. Após a diluição de todo químico, completar com água até atingir 1
litro. Armazenar em frasco escuro e de preferência sanfonado. Usar a 20°C.
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Construindo
o visor Pinhole
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Materiais necessários
Color 7 ou Paraná
Lápis
Régua
Estilete
Cola
Papel vegetal
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Método
A construção do visor pinhole é
bastante útil , pois permite encontrar o foco ideal e alterar a imagem
projetada em seu enquadramento, como uma tele objetiva zoom.
O visor não é feito para se fotografar; sua finalidade é a de
possibilitar uma visão da imagem produzida dentro da câmera fotográfica. É um
visor inteligente, que pode ser usado para a observação de um eclipse solar; em
brincadeiras que desenvolvem a coordenação e a percepção visual.
1.
Conforme ilustração, pegue o
papel cartão e risque as medidas necessárias para sua confecção, cortando e
dobrando em forma de uma caixa. Neste formato faremos duas caixas, sendo que
uma seja ligeiramente menor que a outro, pois elas trabalharão por encaixe,
como uma gaveta. Esta por sua vez seguirá o mesmo esquema de construção da
outra, tendo apenas como diferença a tampa de fundo que deve ser feita com
papel vegetal e ser um pouco mais comprida. Procure manter uma diferença mais
ou menos precisa entre as duas caixas, possibilitando um encaixe sem folgas.
2.
Depois de prontas as caixas,
pegamos a primeira, que é a externa e nela faremos o furinho (semelhante a pinhole) no centro da tampa. Faça um pequeno furo centralizado na
tampa de fundo da primeira caixa.
3.
A seguir, encaixamos a menor (
com tampa de fundo de papel vegetal) dentro da maior, como uma gaveta.
4.
O movimento de vai e vem do
sistema de encaixe ( que tem a função de zoom,
afastando e aproximando a imagem). Não devemos deixar folgas entre as caixas
para evitar a entrada de luz, e comprometer, dessa forma o obtenção da imagem
em seu interior.
5.
Para usá-la basta um lugar com
uma cena bem iluminada pela luz solar. Pelo visor deveremos enxergar a imagem
invertida projetada sob o papel vegetal. A imagem às vezes demora um pouco até
que possamos vê-la com clareza, pois o olho precisa de um tempo para se
acostumar na escuridão. Aos poucos a imagem vai chegando e já podemos vê-la.
Movimentando a parte externa do visor iremos perceber a aproximação ou o distanciamento
da cena como numa câmera com objetiva zoom.
Texto elaborado por: denise galli.
Foto: Google.

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