segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fotografia em p&b.


Estas  imagens compõem um trabalho realizado na Ilha do Mel - Paraná - Brasil, na década de 90, ainda com  câmera SRL.
Fotos, revelação do filme e ampliação: denise galli

Farol da Iha do Mel
 Farol que sinalizava e ainda sinaliza aos navios e embarcações menores. A casa é uma construção cenográfica utilizada para as locações externas do filme nacional A Ostra e o Vento. 


Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá.
Detalhe da portada encimada por uma grande concha esculpida em um único bloco de pedra. Fortaleza construída entre os anos de 1767 e 1770 a mando de Dom José I, Rei de Portugal, com o objetivo de proteger a Baía de Paranaguá dos ataques de piratas e espanhóis.


Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá.






Detalhe da muralha e guarita: A posição de defesa foi retomada em 1850, sob o comando do Capitão Joaquim Ferreira Barbosa, na tentativa de impedir o tráfico de escravos africanos.


Artesania da Imagem: Impressões Fotográficas.



 Impressões Fotográficas.
Processos Artesanais em Fotografia.



1.  Introdução

      A história da fotografia contém um número grande de personagens, e seu início se deu em 1839, ocorrendo quase que simultaneamente na França, Inglaterra e Brasil. O processo foi descoberto pôr  Louis Jacques Mandé Daguerre, embora este tenha sido popular até meados de 1850, tendo pouca influência na fotografia do século XX. Foi o inglês, William Henri Fox Talbot, o inventor do processo negativo/positivo que se utiliza até os dias de hoje, sendo portanto o inventor do processo fotográfico.

Paralelamente aos acontecimentos da Europa, o francês radicado no Brasil, Hercules Florence, desenvolveu seus trabalhos a cerca do processo fotográfico, havendo registros históricos de sua contribuição para o desenvolvimento da fotografia, tendo portanto dados que possam considerá-lo como co-descobridor do processo fotográfico.
Em quase dois séculos de existência a fotografia evolui juntamente com a evolução tecnológica e de acordo com as características e correntes de cada época.
A maioria dos processos fotográficos de valor histórico é hoje desconhecido até pôr muitos profissionais da área, sendo que estes acreditam que este tipo de fotografia esteja ultrapassado pôr não permitir trabalhar com velocidade exigida nos dias de hoje.
No entanto, alguns têm utilizado estes processos no desenvolvimento de novas linguagens visuais, devido a possibilidade de manipulação que se perdeu com a fotografia industrializada. Seu valor como meio de criação artística é incontestável.

2.  Resumo Cronológico
Desde que a fotografia foi inventada centenas de processos que utilizam a luz para registrar imagens foram descritos, sendo alguns destes apenas variações de outros processos. A intenção deste texto é fornecer uma breve descrição dos principais processos fotográficos do século XIX.

·    1834 – Photogenic Drawing – antecede a descoberta oficial da fotografia e as imagens não eram fixadas, apenas estabilizadas para não desaparecerem rapidamente quando expostas à luz. Basicamente, eram feitos com papel embebido em solução de sal de cozinha que era sensibilizado com nitrato de prata e exposto a luz para seu escurecimento. Eram simples fotogramas de objetos, plantas, etc.... pois a idéia de negativo não havia sido desenvolvida. Seu inventor, Fox Talbot só comunicou seu invento após a comunicação oficial de Daguerre.
·     1839 – Daguerreótipo – este processo fotográfico que leva o nome de seu inventor, Louis J. M. Daguerré era obtido recobrindo –se uma placa de cobre com uma fina camada de prata, que era submetida ao vapor de iodo para sua sensibilização. As placas eram colocadas na câmera fotográfica e expostas à luz pôr até alguns minutos. Depois, eram reveladas em vapor de mercúrio e fixados em solução de tiossulfato de sódio. Seu maior problema era o de não poder ser reproduzido. Além disto, sua visualização é difícil, dependendo do ângulo de incidência da luz.
·  1840 – Papel Salgado – este tipo de fotografia  atribuído a Fox Talbot é um desenvolvimento do pothogenic drawing, o qual é fixado pelos sais de tiossulfato de sódio, tornando o processo resistente à luz.
·   1841 – Calótipo – é o primeiro negativo. Feito em papel era necessário encerá-lo para aumentar sua transparência e assim produzir uma cópia em positivo (geralmente feita com o papel salgado). Também é uma invenção de Fox talbot , sendo o processo que deu origem ao sistema negativo/positivo utilizado até os dias de hoje.
·    1846 – Placa úmida de colóide é um negativo feito com colóide (nitrato de celulose) aplicado sobre uma placa de vidro; sensibilizado  e exposto à luz ainda úmido. Além de ser mais fácil de copiar, devido à sua natural transparência, era mais sensível, reduzindo o tempo de exposição.
·     1850 – Papel de albúmen – é uma fotografia na qual a clara do ovo é usada para reter os sais sensíveis à luz na superfície do papel. Foi o processo mais popular do século XIX, e só foi abandonado com o aparecimento dos papéis cobertos com gelatina. Sua descoberta é atribuída ao francês Louis D. Blanquart-Evrand.

·      Papéis que não usam a prata como material sensível a luz:
A busca pôr fotografias que não usassem compostos de prata aconteceu ao longo da história porque observou-se logo nos primeiros anos que havia uma tendência de desaparecimento da imagem (fading). Este efeito se dá devido a uma instabilidade da prata metálica que tende a oxidar-se ao reagir com gases atmosféricos ou substâncias presentes no papel.

·   1840 - Cianótipo – descoberto por Jonh Herschel, é um tipo de fotografia que usa moléculas de ferro sensíveis à luz. O composto formado na sua superfície é o ferricianeto férrico ou azul da prússia, pois confere a cor azul a esse tipo de fotografia.
·   1850 - Goma dicromatada – baseada nas descobertas de Alphonse Poitevin, é feita com uma mistura de goma arábica, pigmento de aquarela e dicromato de potássio que são aplicados ao papel. O dicromato quando exposto à luz tem a capacidade de endurecer a goma arábica, fixando o pigmento ( que pode ser de qualquer cor). A parte que não recebeu luz é lavada após a exposição e deixa aparente somente o papel.
·    1873 – Platinotipia – patenteada por William Willis é o processo fotográfico mais estável conhecido, sendo utilizado até a atualidade.

3.  Prática
    Informações importantes.
Antes de iniciar qualquer dos processos fotográficos é necessário conhecer os cuidados que se deve ter para manipular os químicos de forma a evitar acidentes. Para isto, deve-se preparar adequadamente a área de trabalho, utilizando sempre o material apropriado para cada etapa. Na dúvida, pergunte ao professor antes de realizar cada operação.
Muitos produtos químicos são tóxicos e devem ser cuidadosamente pesados, evitando derrubá-los sobre as superfícies trabalhadas. Caso isto aconteça devem ser limpos de acordo com a instrução do coordenador do trabalho. Cuidado ao diluir as soluções. Evite contato com a pele e mucosas. Trabalhe com avental e luvas. Em caso de acidente deve-se lavar a região imediatamente. Trabalhe sempre em área ventilada.
Pincéis utilizados, devem ser marcados no cabo para qual solução estão disponíveis. As trocas destes provocará contaminação e a perda de toda a emulsão preparada.
Papéis emulsionados devem ter uma pequena marca a lápis indicando o lado que recebeu a emulsão. Estes devem ser mantidos sob a segurança ou no escuro até a exposição a luz.

·      Escolha do papel.
A qualidade de sua fotografia e sua durabilidade vão depender do tipo de papel escolhido.
Os papéis utilizados na maior parte do tempo são feitos de celulose. A digestão de suas fibras não é completa, fazendo que estes produzam ácidos voláteis que com o tempo vão atacar a imagem fotográfica. Por isso, os papéis de melhor qualidade são aqueles feitos de fibras finas como o linho e o algodão. Como estes papéis são caros, usa-se em muitos casos papéis de fibras de madeira que foram tratados com substâncias alcalinizantes, os chamados livres de ácidos (acid-free). Em alguns casos estes papéis alcalinos reagem com a emulsão e não dão bons resultados. A melhor maneira de saber se um papel é adequado é fazendo testes.
Outro problema relacionado com papéis para fotografia é o tamanho de suas fibras. Papéis  de fibras curtas em geral desmancham ou enrugam quando colocados em água. Em alguns casos é preciso fazer um reforço na cola do papel, que pode ser amido ou gelatina. Para se saber se um papel é resistente ao processo fotográfico faz-se uma pré lavagem em banheira fotográfica com água a 40°C pôr 20 minutos. Se após a secagem o papel estiver intacto poderá ser utilizado.

·      Cianótipo
·      Materiais necessários
  Papel fabriano (tipo Tiziano)
  Solução A, composta de citrato de ferro amoniacal (verde)     20%
                                           H20 destilada                                    100 ml
  Solução B, composta de ferricianeto de potássio [k3Fe(CN)6     8%
                                          H20 destilada                                        100 ml

  Solução C, composta  de  (intensificador de cor)
                                            H202     (água oxigenada)                    10 vol.
                                            H20 destilada                                      1:10 diluição
  Balança de pesagem
  Becker pequeno
  Pincel n° 20
  Imagem negativo – Kodalite/xerox à laser  invertido/negativo pinhole
   Secador
  Frascos escuros
  Recipientes diversos/escuros
  Papel toalha
  Banheira
  Lápis
  Régua
  Fonte U.V. ou Sol
  Printing frame

·      Método

A cianotipia foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel.
Foi descoberta pôr John Herschell em 1840, e, segundo autores, foi ele, o descobridor do hipossulfito como agente fixador.
A cianotipia tem este nome porque as imagens produzidas apresentam-se em azul. Isto acontece pelo fato de se usar sais de ferro e não de prata em seu processo. Também é conhecida como ferroprussiato.
A emulsão é muito lenta, sendo impraticável ampliar negativos sobre papel ao ferroprussiato. Assim, a cópia é obtida pôr contato, numa prensa especialmente construída (printing frame), embaixo de uma rica luz em UV, podendo ser a própria luz do sol, sendo nesse caso, que a impressão pode demorar de  15 a 45 minutos, dependendo da densidade do negativo, mas se trata de um processo que proporciona imagens mais permanentes,( o cianótipo é muito mais inalterável com o passar do tempo que as fotos modernas) além de usar produtos mais baratos que em qualquer  outra técnica fotográfica.
As emulsões , para maior durabilidade, devem ser preparadas em duas partes, que se juntam somente no momento de uso e devem ser armazenadas em recipientes opacos. Mas vez misturados as emulsões, estas perdem a sensibilidade rapidamente.
Dependendo do tipo de papel (opcional), pode-se tratá-lo antes de receber  a emulsão sensibilizadora,  com uma camada de gelatina (ver goma dicromatada) e posto para secar, para que a solução sensível não seja absorvido a fundo pelas fibras do papel, o que ocasionaria resultados inferiores.
Misturar as soluções A e B em igual proporção no momento do uso. ( 40ml são suficientes para aproximadamente 20 negativos de 10X12,5 cm). Aplicar com pincel macio e chato, com movimentos suaves vertical e horizontalmente, sem deixar encharcar  o papel. Deixar alguns minutos para a emulsão penetrar no papel e secar com o secador.
A escolha do negativo é muito importante para o produto final, sendo este de densidade mais suaves, preferencialmente.
Montar no printing frame a imagem pôr contato, e submetê-la a fonte de luz, até que as imagens se tornem azul acinzentada.
Lavar pôr 10 minutos em água corrente. Para que a imagem atinja mais rapidamente o tom final, fazer um banho de intensificação da cor ,composto C, contendo água oxigenada (10 vol.) diluída 1:10 em água. Lavar novamente e secar.

·      Goma Dicromatada
·      Materiais necessários
  Papel fabriano (tipo Tiziano)
  Printing frame
  Pincel  n° 20
  Balança de pesagem
  Imagem negativo – Kodalite/xerox à laser  invertido/ negativo pinhole
  Secador
  Recipientes diversos/escuros
  Papel toalha
  Frascos escuros
  Banheira
  Lápis
  Régua
  Fonte U.V. ou Sol
  Pré tratamento do papel

Solução contendo,  gelatina incolor (pó ou folha)         30g
                              H20 destilada     (40°C)                 1litro   
                               gotas de formoldeído                 5%
  Solução A, composta de dicromato de amônia          35,7g               
                                           H20 destilada                    65 ml

  Solução B, composta de goma arábica em pó            70g
                                          H20 destilada                     200ml
                                           pigmento
                                           gotas de formaldeído  
  Solução C, composta de bissulfato de sódio              30g     

                                    H20 destilada                      1litro



·      Método
Este processo se baseia na propriedade que algumas gomas naturais ou sintéticas possuem de endurecer-se por ação da luz, na presença do dicromato de amônio ou potássio. O processo foi descoberto em 1855 por Alphonse-Louis Poitevin (1819 - 1892) e foi aplicado em 1856 por John Pouncy (1820 - 1894) que obteve as primeiras imagens utilizando esse processo. Contudo, essa processo não proporciona a nitidez e a escala tonal dos processos precedentes, mas permite uma grande riqueza de textura e uma variedade cromática imensa. A emulsão da goma arábica se mistura com um pigmento colorido (aquarela, guachê, anelina ,etc).
Após a exposição à luz, as partes em que a goma endureceu, proporcionada pela luz recebida, retém o pigmento, e, nas áreas não afetadas pela luz, a goma continuará solúvel, e, o pigmento, será eliminado com a lavagem em água corrente.
Antes de iniciar o trabalho, é necessário um pré encolhimento das fibras do papel, (principalmente se for artesanal) para que o trabalho não seja prejudicado. Para tanto, o papel deve ser imerso em água pôr alguns minutos e secados.
Neste processo, é importante trabalhar com papel de boa qualidade (acid-free), resistente à água, corretamente impermeabilizado com gelatina e tratado com formaldeído ( pré-tratamento do papel).
Após a impermeabilização, (duas imersões)o papel poderá receber as emulsões.
A diluição da goma arábica deve ser feita em água com temperatura em volta de 40°C.
 Para sua conservação, deve-se acrescentar algumas gotas de formaldeído, que evita a fermentação de substâncias orgânicas.
As soluções A e B devem ser misturadas em volumes iguais, em segurança, na luz do laboratório, sendo que antes deve-se acrescentar o pigmento a solução B. A quantidade desse pigmento é opcional, dependendo da intensidade cromática que se deseja obter (p. e. 5g de pigmento/30 cc de solução B).
A mistura sensível à luz deve ser aplicado sobre o  papel, previamente tratado, usando para isto, um pincel plano e chato, de pêlos macios, preferencialmente, efetuando a aplicação da emulsão  com uniformidade e rapidez, em sentido horizontal e vertical, Nesta etapa, cuidado para não encharcar o pincel, para não formar poças no papel, o que pode, comprometer o produto final.
Secar e montar o printing-frame colocando o papel com a imagem desejada.
Deixar em exposição  à luz pôr aproximadamente 10 minutos ( pode-se fazer teste para encontrar o tempo ideal). Após exposição à luz, colocar o papel com o lado sensibilizado para baixo, em um recipiente contendo água corrente, em temperatura ambiente, até que o pigmento que não foi incorporado seja retirado.
A imagem obtida é muito delicada, portanto, cuidado com movimentos bruscos durante a lavagem. Deixe que a solução de goma e pigmentos não fixados pela luz se desprenda naturalmente.
Esta “revelação” em água deve durar aproximadamente de 20 a 30 minutos, ficando a cargo do operador a determinação do tempo, dependendo de suas necessidades e efeitos desejados.
Terminado a lavagem, deve-se colocar a imagem já revelada em água fria, durante aproximadamente 5 minutos, para o endurecimento da emulsão.
Muitas vezes, o fundo branco do papel fica ligeiramente amarelado, devido ao dicromato , sendo que este efeito pode ser suavizado, imergindo novamente o papel em uma solução de bissulfato de sódio, durante 5 minutos. Lavar pôr aproximadamente 5 minutos.
Após a secagem do papel, temos a imagem perfeitamente fixada; se desejado pode-se emulsionar novamente, usando outras colorações de pigmentos, possibilitando desse modo, bicromias, tricomias.

A mulher na fotografia.










Dorothea Lange (Hoboken, 26 de maio de 189511 de outubro de 1965) foi uma fotógrafa estadunidense.
Nos anos 1930, ao serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentam o impacto da Grande Depressão na vida dos camponeses.
Lange é a autora da fotografia "Mãe Emigrante", de 1936. Trata-se da mais famosa fotografia saída da FSA e uma das mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações.

Fonte: Wikipédia.




 

Frases de fotógrafos.... minha inspiração.







 "Fotografar é colocar sobre  a mesma linha de mira, o olho, a cabeça e o coração."
    Henry Cartier-Bresson  

"Jamais deixará de existir quem leve apenas a técnica em consideração e pergunte "como", enquanto outros, de temperamento mais inquiridor, desejarão saber "porquê".
Eu, pessoalmente, sempre prefiri a inspiração à informação."
    Man ray

"Enquanto houver luz, o fotógrafo tem condições de trabalhar, pois seu ofício - sua aventura - é uma redescoberta do mundo em termos de luz."
    Edward Weston


Artesania da Imagem - Pinhole.





A imagem fotográfica através dos tempos.
Da impressão fotográfica do século XIX à fotografia  digital.
Processos artesanais em fotografia.
Pinhole – A câmera do buraco da agulha.

Artesania da Imagem.

·      Materiais necessários
  Lata de alumínio/diversos tamanhos
  Papel alumínio
  Color 7 ou Paraná
  Fita crepe
  Cola branca
  Martelo
  Prego
  Tesoura
  Agulha
  Bandejas
  Frascos escuros
  Pinças
  Lápis
  Régua
  Borracha
  Luz de segurança
  Papel fotográfico – Kodak – N3
  Químicos – Dektol, Interruptor, Fixador
  Printing frame

·      Método
Pinhole é um processo alternativo de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais e sofisticados.
O termo em inglês Pinhole ou Pin-Hole, significa “buraco da agulha”.
Sua câmera artesanal pode ser construída facilmente, utilizando-se materiais simples e com poucos elementos.
A pinhole é um compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmera escura com um pequeno orifício (diafragma), no qual a luz penetra. Essa luz entra no momento em que se abre o obturador (cortina) e sensibiliza o papel sensível no interior da câmera, num tempo determinado pelo fotógrafo.

·      Construção da câmera Pinhole
O material utilizado para a construção da câmera pinhole é bastante simples, e pode ser desde uma caixa de sapatos, latinhas de leite em pó, até caixas de madeira um pouco mais elaboradas.
O primeiro passo para sua construção é fazer um furo na caixa/lata, utilizando para isso, um prego/martelo. Após deve-se rebater a rebarba deixada no interior da caixa/lata com o auxílio de um martelo pequeno.
Em seguida deve-se transformar a caixa/lata em uma câmera escura. Para isso, é importante escolher um material que vede bem o seu interior, impedindo desse modo, a entrada da luz. Com papel cartão preto, reveste-se todo o interior da caixa/lata, inclusive sua tampa, tomando o cuidado de não deixar nenhuma área descoberta. Portanto, deve-se tomar o cuidado de não tampar o furo com  o papel cartão. Para isso, deve-se fazer um recorte  no papel cartão suficiente para deixar o furo livre.
Em seguida, recorte um pedaço pequeno de papel alumínio, que seja suficiente para cobrir o furo feito na caixa/lata no lado de fora e com fita crepe, fixe o alumínio deixando–o bem alinhado e liso. Passe o dedo suavemente sobre a superfície do alumínio, de modo a deixar a marca do buraco e aí pegue a agulha e faça um pequeno furo. Esta fase é muito importante, pois estamos construindo o orifício que permitirá a entrada da luz no interior da câmera, e, conseqüentemente a formação da imagem fotográfica.
É importante lembrar que o tamanho do orifício deve ser o menor possível, pois é o seu tamanho que  irá determinar e definir o foco e a nitidez na imagem gerada pela câmera. Se o orifício for muito grande/ em relação ao tamanho da câmera, obteremos uma imagem desfocada. Assim, quanto menor a câmera, menor deverá ser o orifício que permitirá a entrada de luz.
Se o orifício permite a entrada de luz no interior da câmera, é necessário uma barreira para impedir e controlar a entrada da luz. Assim, devemos construir o obturador ( cortina) que é feito recortando um pedaço de papel cartão preto e colocado na frente do orifício, fixando-os lateralmente com fita crepe, e impedindo, desse modo, a entrada da luz. É interessante acrescentar a essa “cortina”, um desenho a seu critério, que identifique o local onde está situado o orifício, visto que esse tipo de câmera não possui visor, facilitando dessa forma, a escolha correta do melhor ângulo para se fazer a fotografia.
Há vários formatos e tamanhos de pinhole, ficando o resultado final, sujeito a essas variações.

·      Manipulação e Fotografia Pinhole
 É bom lembrar que o papel fotográfico utilizado como negativo é sensível a luz, portanto requer cuidados na hora do manuseio, devendo o carregamento da câmera ser feito em local seguro a luz, para que não aja a velatura do  papel/negativo. Em princípio, podemos utilizar qualquer tipo de papel ou de filme, na obtenção da imagem com câmera  pinhole, mas normalmente e para termos total controle do processo, usamos na produção do negativo, o papel fotográfico para P&B ou filmes ortocromáticos de artes gráficas (fotolito) com baixa sensibilidade, semelhante ao papel. A vantagem de se usar este material é a de termos a possibilidade de manuseá-lo com segurança, podendo ver o que estamos fazendo sob a luz vermelha (luz de segurança), que não danifica o material fotográfico.
Portanto, para carregarmos a pinhole com o papel/filme, basta fixá-lo na parede interna da câmera, centralizando-o frente ao orifício e tampar a câmera.
Para se fotografar com a pinhole, é  normalmente necessário uma exposição prolongada. No momento da tomada da foto, a câmera deve estar apoiada sob uma base fixa, evitando, desse modo, que as imagens apareçam tremidas.
Para encontrar o tempo de exposição correto, é necessário praticar várias vezes, alternando a exposição para mais ou para menos, tomando o cuidado de anotar os tempos/condições de luz, para se chegar a um resultado satisfatório.
Dicas: Quanto maior a câmera, ou melhor, quanto maior a distância do orifício do papel/negativo, maior deve ser o tempo de exposição. Este tempo também está relacionado à quantidade de luz da cena que queremos fotografar.
A composição de uma fotografia e seu enquadramento também depende de experiências previamente realizadas, pois a pinhole não possui visor.

·      Revelação e cópia da fotografia Pinhole
Para se fazer a revelação e cópia das fotos da câmera pinhole o processo é o mesmo da fotografia convencional, sendo possível a improvisação de um laboratório; usando para isso um espaço alternativo, adaptado as condições de trabalho. Assim, o banheiro é um ótimo local, visto que ali temos água e espaço (pequeno) para o trabalho.
Para tanto, devemos vedar qualquer entrada de luz, e trabalhar somente com a luz de segurança (vermelha).
O equipamento utilizado nesta fase será:
 Banheiras (03)
 Recipientes para guardar os químicos
 Pinças (03)
 Químicos: dektol, interruptor e fixador
 Papel fotográfico N3 – Kodak
Printing Frame
Uma vez exposto o papel/negativo a imagem existente é latente e ainda não é visível, sendo necessário o processo de revelação para tornar a imagem aparente.
O revelador é o químico que irá fazer com que as imagem apareça –  de 1 a 2 minutos de revelação (descartada).
Após, o papel é colocado no interruptor, que irá interromper o processo de revelação – 30 segundos ( descartado).
O fixador elimina o resto da prata  que não foi exposta à luz, fixando a imagem permanentemente no papel ou filme – 5 a 10 minutos (reaproveitado).
Finalmente, a foto deve ser lavada em água corrente por  aproximadamente 10 minutos e a seguir deve ser deixada para secar.
As cópias em positivo são conseguidas por contato, isto é, colocando face a face a imagem em negativo com o papel fotográfico virgem e sobre ele uma lâmina de vidro (printing frame). Depois o “sanduíche” é exposto à luz por alguns segundos. Para conseguirmos uma boa cópia em positivo, é necessário fazer um teste para encontrar o tempo adequado para a exposição. Este teste é na verdade uma escala de tempos dobrados de exposições.
Para se conseguir esta escala, basta expormos (por exemplo) a cada  2 segundos uma faixa deste “sanduíche”; assim encontraremos uma faixa de exposição ideal. O processo de cópias pode ser feito usando uma fonte de luz do ampliador ou, no caso alternativo, uma lâmpada de 60W acesa sobre o “sanduíche” a uma distância mínima de um metro e meio.
Após a exposição, procedemos a revelação do positivo, do mesmo modo que fizemos com o negativo.
A técnica da fotografia  pinhole é de certo modo empírica, e depende de experiências, tentativas, observações e anotações para sua correção.
Assim, para fazermos boas fotos devemos ter vontade e muita prática.

·      Preparação dos Químicos ( negativo/positivo)
Revelador Dektol
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 38°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e coloque o químico dektol aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 20 minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 32° - 38°C. Após a diluição de todo químico, completar com água até atingir 1 litro. Armazenar em frasco escuro e de preferência sanfonado. Usar a 20°C.

Fixador
Aqueça 1 litro de água a uma temperatura de 27°C. Em seguida, coloque 900 ml da água em um recipiente de plástico e coloque o químico fixador aos poucos, mexendo sempre por aproximadamente 5 minutos. A temperatura de diluição deverá ficar entre 27°C. Após a diluição de todo químico, completar com água até atingir 1 litro. Armazenar em frasco escuro e de preferência sanfonado. Usar a 20°C.

·      Construindo o visor Pinhole
·      Materiais necessários
       Color 7 ou Paraná
       Lápis
      Régua
      Estilete
      Cola
      Papel vegetal

·      Método
A construção do visor pinhole é bastante útil , pois permite encontrar o foco ideal e alterar a imagem projetada em seu enquadramento, como uma tele objetiva zoom.
O visor não é feito para se fotografar; sua finalidade é a de possibilitar uma visão da imagem produzida dentro da câmera fotográfica. É um visor inteligente, que pode ser usado para a observação de um eclipse solar; em brincadeiras que desenvolvem a coordenação e a percepção visual.
1.     Conforme ilustração, pegue o papel cartão e risque as medidas necessárias para sua confecção, cortando e dobrando em forma de uma caixa. Neste formato faremos duas caixas, sendo que uma seja ligeiramente menor que a outro, pois elas trabalharão por encaixe, como uma gaveta. Esta por sua vez seguirá o mesmo esquema de construção da outra, tendo apenas como diferença a tampa de fundo que deve ser feita com papel vegetal e ser um pouco mais comprida. Procure manter uma diferença mais ou menos precisa entre as duas caixas, possibilitando um encaixe sem folgas.
2.    Depois de prontas as caixas, pegamos a primeira, que é a externa e nela faremos o furinho (semelhante a pinhole)  no centro da tampa. Faça um pequeno furo centralizado na tampa de fundo da primeira caixa.
3.    A seguir, encaixamos a menor ( com tampa de fundo de papel vegetal) dentro da maior, como uma gaveta.
4.    O movimento de vai e vem do sistema de encaixe ( que tem a função de zoom, afastando e aproximando a imagem). Não devemos deixar folgas entre as caixas para evitar a entrada de luz, e comprometer, dessa forma o obtenção da imagem em seu interior.
5.    Para usá-la basta um lugar com uma cena bem iluminada pela luz solar. Pelo visor deveremos enxergar a imagem invertida projetada sob o papel vegetal. A imagem às vezes demora um pouco até que possamos vê-la com clareza, pois o olho precisa de um tempo para se acostumar na escuridão. Aos poucos a imagem vai chegando e já podemos vê-la. Movimentando a parte externa do visor iremos perceber a aproximação ou o distanciamento da cena como numa câmera com objetiva zoom.

Texto elaborado por: denise galli.
Foto: Google.